você

17 08 2012

tem sempre uma música que diz tudo o que eu queria expressar…essa é perfeita para o momento!

“Você que tanto tempo faz
Você que eu não conheço mais
Você que um dia eu amei, demais

Você que ontem me sufocou
De amor e de felicidade
Hoje me sufoca de saudade

Você que ja não diz pra mim
As coisas que eu preciso ouvir
Você que até hoje eu não esqueci

Você que eu tento me enganar
Dizendo que tudo passou
Na realidade aqui em mim, você ficou

Você que eu não encontro mais
Os beijos que ja não lhe dou
Fui tanto pra você
E hoje nada sou”

(Roberto/Erasmo)

 





o pensamento

15 08 2012

e eu ainda me surpreendo com o poder dos pensamentos…
talvez por ser uma pessoa pessimista, com a cabeça normalemente tomada por ideias negativas.
andei pensando tanto em você, te vendo ali deitado ao meu lado na cama, sentindo seu cheiro no travesseiro.
e não é que você apareceu, com a mesma saudade e vontade de estar por perto?





tempo

8 08 2012

a cabeça não para
a garganta aperta
o peito carrega o peso do mundo.
mas me escapa o tempo
para transformar os sentimentos em palavras.





minha trilha sonora

12 07 2012

 

“Yo no quiero un amor civilizado,
con recibos y escena del sofá;
yo no quiero que viajes al pasado
y vuelvas del mercado
con ganas de llorar.

Yo no quiero saber por qué lo hiciste;
yo no quiero contigo ni sin ti;
lo que yo quiero,
es que mueras por mí.

Y morirme contigo si te matas
y matarme contigo si te mueres
porque el amor cuando no muere mata
porque amores que matan nunca mueren”





um conselho

11 07 2012

se você não sabe o que fazer com os seus sentimentos, não brinque com o sentimentos das outras pessoas!





Homem-Ossanha: diz ´vou´, não vai, frouxo

3 07 2012

É tempo de homens frouxos e perdidos, baby. Homens que não pegam no tranco. Homens que estão sempre confusos. Melhor: “cafusos”, como na blagle do gênio Didi Mocó -”eu tô cafuso, eu tô cafuso”.

E não me venham mais, caros colegas de perdição, com essa história de que estamos zuretas por causa do avanço da fêmea e outros chabadabadás etc etc. Isso é coisa para simpósio, café filosófico, Casa do Saber etc.

Caí nesse conto do varejo sociológico, mas agora me rebelo. Estamos perdidos por preguiça sentimental mesmo. Pura acomodação. Não tiramos a bunda do sofá. Seja para ver um Madureira x Brasiliense ou para ver o título do Corinthians na Libertadores.

Fingimos que estamos reagindo aos sinais dos tempos. Necas. Não confundam metrossexualismo com sensibilidade. Usar um creminho e depilar o peito, nos casos mais extremados, não é ser um hétero com alguma delicadeza. Muito pelo contrário.

Estamos onde sempre estivemos: acomodados à repetição da rotina. Homem ama quando o garçom pergunta: “o de sempre, doutor?”É deveras confortável. Daí levamos o conforto do botequim para todos os lugares.

Daí esquecemos o pedido mais óbvio e silencioso das mulheres: “Me surpreenda, miserável!”

E, amigo, se ela tiver que verbalizar esse pedido implícito nos seus olhos e gestos, adeus, estamos lascados. É que já estamos no atoleiro moral do namoro ou casamento.

Nossa melhor forma de usufruir esse melhor dos mundos é fácil. É só aplicar o lema dos escoteiros: “Sempre alerta”.

Sempre ligado para ler os sinais no rosto delas. Ler principalmente os olhos, as entrelinhas, os silêncios ao dobrar a esquina etc. Não deixar que ela se entregue a divagações com os farelos dos pães do café para nós dois.

Se você dá chance à metafísica dos farelos, já era. Logo mais a danada vai alegar um tal de retorno de Saturno, vai ficar toda mística, e adeus. Todo cuidado é pouco com todas as fêmeas, mas, por favor, atenção redobrada às mulheres que chegam ali por volta dos 28.

Idade fatalíssima. Mais esforço, hombres. Também estou tentando.

O que nos mata é esse eterno “Canto de Ossanha”, como no samba de Vinícius de Moraes e Baden Powell: “O homem que diz vou/ Não vai!”

Escute a música aqui e repare se não faz sentido.

Nunca estivemos tão vacilões. Canalhas primários. Só prometemos. Dizemos que vamos e… “puerra ninguna”, como diz meu papagaio paraguayo.

Matamos até aquela clássica exclamação rosada das bochechas femininas: “Você só quer me comer!!!”

“Quem dera”, elas riem da nossa cara. Nem isso. Muitas vezes nem isso, como me contam aqui, na apuração da tese de boteco, as minhas lindas Gi,Dri,Mi,Bi,Fá,Só, Lá,Si…Dó! SP ama encurtar os batismos, eu acho ótimo e afetivo.

Passo a régua com um haikai que fiz um madruga dessas, no mercado do Peixe, Salvador, Rio Vermelho: Você vem, mexe, assanha /depois fica no vai não vai/ parece “Canto de Ossanha”.

Por Xico Sá – http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/





no quiero pasar la vida sin que la vida pase a través de mí…

18 06 2012

“…Hay gente que no debería enamorarse
Algunos no deberíamos dar el sí
Yo no veo otra salida
no quiero pasar la vida
Sin que la vida pase a través de mí…

Ni que me pierda completamente
no voy a ser yo
Quien se esconda de lo que siente
no voy a ser yo
No voy a pisar el freno
no voy a ser yo
El que se ande con más o menos
no voy a ser yo…”